quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Primavera

A Primavera nasce no coração da terra
No fundo escuro dos maiores desejos
e surpreende até os mais céticos
com o desabrochar de suas flores
desperta os corações mais cansados
com a delicadeza de seus sonhos

Acorda do sono profundo todo um povo
e liberta o canto dos pássaros guerreiros
as flores sufocadas pela fumaça das bombas
desarmam com seu perfume os preconceitos
e aprofundam em cada um sua raíz
até tomar cada rua das cidades do meu país

A primavera se espraia em levantes de alegria
e contagia com suas poesias nossas vidas
colorindo o solo de nossa terra amada
com novas esperanças de mudanças
com novos futuros para nossas crianças
quem poderá calar o clamor que se eleva das ruas?
quem poderá deter o desabrochar das rosas
que ameaçam o inverno de nossos corações?

Aos poucos não haverá nenhuma rua
nenhuma sala nenhum coração nenhuma janela
que se mantenha fechada ao apelo da primavera
vida que nos convida à canção
canção de amor e paz numa terra castigada
pela fome, miséria e opressão
canção de luta e de libertação
em plena rua de braços dados com nossos irmãos

sábado, 14 de abril de 2012

Trator-Poeta





Trator-poeta

Revira as entranhas da terra
procura sua poesia perdida
entre os destroços da guerra

Ruje como fera
levanta suas mãos de ferro
contra as paredes de concreto
e com um só golpe
faz voar em padaços o muro de cimento
que semeia o deserto

Liberta a terra do império
que a sufoca sobre um manto de asfalto
livra-a da prisão e da tortura
Desfila pelas ruas

sábado, 10 de dezembro de 2011

O Gigante Adormecido

Gigante Adormecido

O Gigante Adormecido

Dorme como um forte, ó Gigante de antigas eras, desafiando a eternidade
com o peito aberto aos ventos dos mares que desnudam suas serras
enquanto a lua minguante sobre seus ombros sorri de felicidade
aos poetas que como sentinelas velam nas boemias as noites belas
com o encanto de poesias que semeiam amores no coração da cidade
povoando suas encostas com as brisas repletas da alegria das festas

Dorme seu sono de pedra, Ó gigante que se perfuma nas primaveras
fazendo abrir na umidade de suas matas fechadas as flores mais belas
Enquanto as nuvens apaixonadas fazem sombra sobre seu rosto
e deitam em seu corpo um refrescante manto de névoa
para proteger da inclemência dos raios do sol os seus sonhos
cujas revelações prometem um dia despertar toda a terra